domingo, 30 de setembro de 2012

"A" de alternativo e "R" de reutilização!

Por causa de uma conversa - do nada - com uma aluna nossa da universidade, acabei postando no facebook um trabalho de "marcenaria-de-meia-tigela" que fiz aqui pra minha casa. (E olhe que essa conversa rendeu, hein! Meninos do céu...era 1h da madruga...pior que esse dia fui dormir só às 7h da manhã, affff...mas valeu)


Resultado da "molecagi"

Seguinte...desde criança eu fico inventando moda, copiando moda, reciclando as coisas, mas nunca dei publicidade a essa aptidões...hehehe...vou mostrar aqui, pois penso que pode ser inspiração para quem se interessar! É um elemento decorativo alternativo e seguindo alguns princípios de sustentabilidade, como os famosos "Rs" que já comentei no post Prontos para os três ERRES??!

Neste caso, usei mais a REUTILIZAÇÃO...e vamos aos trabalhos! Para fazer este tipo de "rack" você vai precisar de:

- 3 caixotes de supermercado
- Lixa fina para madeira
- 1 lata pequena de tinta acrílica a base d'água (reaproveite da reforma de sua casa, de parentes ou vizinho)
- 1 lata pequena de verniz a base d'água (seca mais rápido!!!)
- rolinhos de espuma para pintura
- pincel para acabamento dos cantinhos
- 1 bisnaguinha de silicone (para colar as caixas à prancha de madeira)
- 1 prancha de madeira aglomerada do tamanho dos caixotes unidos (reaproveita peças de madeira que soltaram de armários velhos, cabeceiras de cama ou até mesmo portas sem uso - mas tem que cortar sob medida)
- 1 tampo de vidro em cima (só para dar acabamento funcional e visual - pode deixar sem, caso não o queira)
- Cerca de meio período do dia para execução da obra...hehehe...tem que esperar as caixas secarem da lavagem e depois da pintura também!


É tudo muito simples demais da conta sôw!!! Lave as caixas com água misturada com um pouco de desinfetante e alcool para tirar aquele "cheirinho boooommm" de lixo do mercado. Deixe secar na sombra. Quando tiver seco, lixe as partes mais ásperas e tire as farpas mais visivelmente "maloqueiras" (hehehe) para dar um acabamento legal.

*FAÇA TODO O PROCEDIMENTO DE PINTURA COM AS CAIXAS LIVRES, OU SEJA, FORA DO ESQUEMA DE MONTAGEM FINAL.

Com a tinta acrílica da cor que você desejar ou tiver, pinte uniformemente a caixa utilizando o rolinho de espuma...pinte a primeira "demão", espere secar, pinte outras duas "demãos"....a cobertura vai ficar bacana, principalmente se for cor escura ou chocante!!! Ah...não esqueça de observar os vãos e frestas das caixas, os cantinhos, cuidado para não deixar sem pintura. Por isso é importante usar o pincel para acabamento!

Depois que a tinta acrílica secar é a vez do verniz. Pegue o pincel e vá pincelando sobre as caixas. Faça o mesmo procedimento de "demãos" para ficar um brilho vibrante!!!

Mesmo depois de mais de um ano, as caixas ainda brilham (na luz do flash, mas brilham, hehehe)


Depois da pintura e da seeeecageeeem, a montagem é simples. Primeiro, coloque as rodinhas em posições estratégicas na prancha de madeira (já pintada também!!!!).  Cuidado com a lógica "físico-quântica" no posicionamento das rodinhas kkkkkkkkkkkk...brincadeira...tem que ter lógica, né gente! Eu coloquei 5 (uma em cada canto e outra bem no centro da prancha) para garantir o suporte do peso. Depois, uni as caixas em cima da prancha de madeira. Tava tudo bem, tudo certo, mas é preciso fixar essas caixas na prancha...daí eu usei silicone entre a prancha e o fundo inferior e lateral de encaixe das caixas.

 Observem o posicionamento das rodinhas abaixo da prancha e as caixas acima

Bom, eu coloquei um tampo de vidro fino, sob medida, só para colocar pecinhas de decoração e ficar mais estável. A ideia é deixar o mais simples possível, mas, às vezes, eu exagero...hehehe...aproveitei meu bonsai, livrinho dos Beatles, potinhos indianos e um poema lindo sobre as estações do ano de Pablo Neruda. Aiii aiii...vou chorar...kkkkkkkkkkkkk

  Vidro pode ser "temperado" aos que preferem mais segurança. O meu é sem sal, por favor! kkkk

E o resultado é esse: muita loucura, falta do que fazer, criatividade, pouco dinheiro, falta de terapeuta na cidade...hehehehehe...é sério...é uma form divertida, econômica e saudável de proteger nosso planeta e alegrar nossa casa aqui na Terra...

É isso! Quando eu tiver menos preguiça eu posto meus outros "dotes" de moça prendada! kkkkkkkkkkkk

AO SOM DE: Na sua estante (Pitty) hehehe

"Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim 
A segunda é ver o outono 
A terceira é o grave inverno 
Em quarto lugar o verão 
A quinta coisa são teus olhos 
Não quero dormir sem teus olhos. 
Não quero ser... sem que me olhes. 
Abro mão da primavera para que continues me olhando"

(Pablo Neruda)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Temos o ventre livre, graças ao Barão!!!

A Lei do Ventre Livre concede liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir da data de publicação dessa norma. Os indivíduos contemplados pela lei ficam sob a tutela dos senhores de escravos até completar a maioridade. Também conhecida como “Lei Rio Branco” foi uma lei abolicionista, promulgada em 28 de setembro de 1871 (assinada pela Princesa Isabel). Esta lei considerava livre todos os filhos de mulher escravas nascidos a partir da data da lei.




Olha o Barão!

Como seus pais continuariam escravos (a abolição total da escravidão só ocorreu em 1888 com a Lei Áurea), a lei estabelecia duas possibilidades para as crianças que nasciam livres. Poderiam ficar aos cuidados dos senhores até os 21 anos de idade ou entregues ao governo. O primeiro caso foi o mais comum e beneficiaria os senhores que poderiam usar a mão-de-obra destes “livres” até os 21 anos de idade. 

A Lei do Ventre Livre tinha por objetivo principal possibilitar a transição, lenta e gradual, no Brasil do sistema de escravidão para o de mão-de-obra livre. Vale lembrar que o Brasil, desde meados do século XIX, vinha sofrendo fortes pressões da Inglaterra para abolir a escravidão.

Junto com a Lei dos Sexagenários, A Lei do Ventre Livre (1887), a Lei do ventre Livre serviu também para dar uma resposta, embora fraca, aos anseios do movimento abolicionista.


TRANSFORME ISSO EM RÁDIO!!!

Fonte integral de consulta e Control+C Control+V: "suapesquisa.com" e "brasil.gov"

Ao som de: ?Eu sou neguinha? (Vanessa da Mata)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia de muita coisa boa!

Oi galera!

Hoje, segundo o portal Arte e Educação, é dia de muita coisa boa: Cosme e Damião (hhmmm, doces, doces...), Encanador (e vamo que vamo nas precisões da vida...), Mundial do Turismo (adoro viajar) e Nacional do Idoso (bjoooo vó Landaaaaaa).

E como eu sou meio Forrest Gump, vamos aos babados reflexivos do post!

Cosme Damião: Depois de mortos, esses dois meninos gêmeos, Acta e Passio, apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências no Século V. A associação com as guloseimas é dada pelo Candomblé, pois os pequenos fariam qualquer auxílio em troca de doces gostosos!!! 



A minha história mais chocante com essa data foi durante uma reportagem na TV Record MS quando eu era repórter em Campo Grande. O dia era esse mesmo, porém, em 2002. Fomos a uma comunidade bastante tradicional da cidade, São Benedito, promotora da festa anualmente. Tínhamos que entrevistar a senhorinha organizadora da festa e...quando eu menos esperava, aliás, nós (lembro do cinegrafista Zé Luiz e do auxiliar, Clementino, olhando muito loucos kkkkkkkkkkkk), na primeira resposta, a senhorinha começa a falar estranho demais da conta sow!!! Rapaaaaaaaz, ela estava incorporada pelo espírito de um dos gêmeos...e pedia com uma voz de criança, bem diferente de uma dicção ou tom de uma mulher de 50 anos: 

"- Marrr menina, me dá um bolinho aí, vááá, dá, dá!!"

Não sabíamos o que fazer e logo o cinegrafista focou a câmera para outro lado e comecei a falar da mesa do bolo, que estava liiiiinda demais, das crianças correndo e blá blá blá...kkkkkkkkkkkkk...foi sensacional. 

Lembro da zoação depois. Os meus amigos, principalmente a turminha do Fetus, dizendo que sou "diou"...."di outro mundo" kkkkkkkkkkkkkk, pois consegui uma entrevista exclusiva com os irmãos Cosme e Damião direto do 'além' kkkkkkkkkkkkkkkk! FALA SÉÉÉÉÉRIO...



As armas do crime!

Mas era massa demais...a gente ganhava pouco, mas se divertia...kkkkkkkk

E SALVE COSME E DAMIÃO, NOSSOS AMIGOS DA NATUREZA INFANTIL!!!!


Um doção para eles!!!!


AO SOM DE: Sonífera Ilha na versão do projeto Música de Brinqueto (Patu Fu)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Super dica: Rádio Ambiente 21

Olá galera!

Esse projeto é muito legal. O resultado é "show de bola" e vale a pena conferir!



AO SOM DE: Menti Pra Você, Mas Foi Sem Querer (Pato Fu)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rádio, rádio, rádio!!!

Dizem que o dia do rádio é hoje, dizem que foi dia 20, 22 ou 23 de setembro. Estudos apontam para a emissão do discurso do Epitácio Pessoa...outras pela iniciativa de Roquete Pinto. Ai, quer saber...aqui, para mim, não faz muito sentido! O que eu não poderia deixar de registrar é a minha profunda paixão e respeito por este veículo, afinal, vivo injetando materiais por aqui com a mesma ideia, sempre: RÁDIO, RÁDIO, RÁDIO...e claro, com a nossa muito prezada EDUCAÇÃO AMBIENTAL! Oras...divulgando e cantando e radiando as canções, informações e paixões...hehehe!

Galera da turma de Rádio do Mídias na Educação - Vilhena (1ª oferta)

Quando eu era pequenina, amava ouvir os programas musicais com o tema Rock 'n roll, baby! Éééé, o tempo foi passando e minha história com o rádio continua firme e forte. Obviamente mudou um pouco, mas fortalecida. Entrou em meandros científicos, porém, não menos apaixonantes (apesar da ciência nos alfinetar para ficarmos longe de nossos objetos de estudo...enfim!!!)...

Meu bom e velho pai tem muita influência nessa paixão. Aos sábados, nos meus 12, 13 anos, eu escutava seus programas na Rádio Caiari e ficava louca para ligar e pedir músicas, participar dos quadros de "pergunta-resposta"...até que um dia, o feitiço virou contra a feiticeira...hehehe...e lá se vão quase duas décadas de companhia apaixonante deste meio em minha vida!

Saí de casa para estudar ainda adolescente e o rádio esteve presente em dois super momentos: nas primeiras participações na Rádio Brasil do Rio de Janeiro, com transmissões de boletins direto de Cuiabá e depois ao conhecer uma pessoa MA-RA-VI-LHO-SA, Sérgio Kiss, na faculdade de Comunicação. Como esse cara me inspirou!!! Aliás, me inspira...e eu mal saberia que 10 anos depois ele viria a ser o meu padrinho de casamento!Padrinho no rádio, padrinho na vida! Esse CARA, super-ultra-mega-power-blaster competente radialista e jornalista de Mato Grosso, seja em seus programas noticiosos ou de entretenimento, me ensinou muita coisa (ainda me ensino muitoooo)...mesmo ele sem ter a consciência de que o que respira(va) me atinge(ia) positivamente! Eiiiiiiiiiita cachaça braba!!!!

Essa é velhaaaa...na CBN Pantanal em Campo Grande/MS (tipo...uns 12 anos atrás??)

Depois o rádio foi me entorpecendo, PARA O BEM. Quando menos percebi, os trabalhos que passei pela Rádio CBN Pantanal, Rede Boa Vontade, Segredo FM, Rádio Cidade FM, Educativa FM, Uniderp FM, Cultura FM foram virando vício...reconhecimento, prêmios, estudos...e agradeço aos professores SENSACIONAIS como Sérgio Kiss, Renato Baumer, Carlos Eduardo Bortoloti, Arlindo Florentino, Ben Hur, Rúbia Vasquez, Celito Espíndola, Clayton Sales e tantos outros.

Agora é hora de mais multiplicação de informação!!! O rádio faz parte da minha vida com pesquisas, extensões e projetos de intervenção pedagógica nas escolas de Rondônia...e mais uma vez a paixão fica explícita: rádio é DEZ! Trabalha oralidade, trabalha escrita, trabalha a autoestima, trabalha a percepção auditiva e muito mais que isso: TRABALHA A CRIATIVIDADE...IMAGINAÇÃO! Quer coisa melhor??!!

Então é isso. Salve o RÁDIO! Salve a tod@s que trabalham com este veículo de maneira honesta, íntegra, séria...no aspecto de fazer o rádio FAZER SENTIDO na vida das pessoas, SEMPRE!!!

Ao super som de CAMINHOS ME LEVEM (com Almir Sater)

Horta pedagógica incentiva educação ambiental em RO


“Do prato ao lixo, do lixo ao prato”. O nome parece estranho, mas o objetivo é nobre. Localizada no Km 37,5 da RO-399, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Progresso, no distrito de Perobal-Vilhena, conta com a atitude ecológica da professora Neliane Grigório e de seus alunos há poucos meses, porém, com expressivos frutos, literalmente. O que antes era apenas grama em um terreno com baixa fertilidade, hoje dá lugar a verduras verdes e fresquinhas.
Essa horta cresceu rapidinho!!!

“Do prato ao lixo”, pelo fato da utilização de resíduos orgânicos para fertilização do solo. “Do lixo ao prato”, pois os resíduos são transformados e acabam voltando à mesa depois de ter nutrido o crescimento de outro alimento. Assim segue o projeto Horta Pedagógica, que começou em maio de 2012 com apoio de doações de esterco, madeiramento, mudas e cercamento do local. Na escola Progresso todos tem consciência de que é preciso mais investimentos na horta para não perder o que foi feito até agora, principalmente com a chegada do período de chuvas, como é explicado pelos técnicos da Emater de Vilhena, parceiros da ação.

Os alunos do 6º ao 9º anos participam diariamente das atividades de rega, areação do solo e limpeza, para aproveitarem o resultado do plantio na própria refeição rica em nutrientes oferecida na escola. Uma conquista importante, se levada em consideração também a prática pedagógica sobre todo o processo de obtenção dos alimentos plantados. 

A intenção é justamente é essa: acompanhar o processo de produção, crescimento e aproveitamento do alimento, com a reflexão sobre a importância destes passos e da cadeia da vida em si. Uma verdadeira aula de Educação Ambiental na prática e ao ar livre. “Esse é uma forma de fazer com o que o aluno entenda o produto não só para alimentação, mas o seu surgimento, desenvolvimento e finalidades conscientes”, explica a professora Neliane, destacando que sem a cooperação dos demais professores da escola é impossível trabalhar pedagogicamente.

Trabalho em equipe e com temáticas próximas da realidade local como preceitos que estão incluídos pelo Ministério da Educação nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) ao destacar que temas transversais, como a própria Educação Ambiental, possam incentivar a prática educativa e a criação de uma visão global e abrangente da questão ambiental. E nesse quesito, a escola Progresso tem prestado atenção não só na teoria, mas na própria prática, como demonstra projetos deste empenho.

Abençoado e positivo seja o Progresso!

Os interessados em auxiliar a Horta Pedagógica da escola Progresso, no distrito de Perobal-Vilhena, podem entrar em contato com a professora Neliane nos telefones 8459-0648 e 3919-7007.
Fonte: Neliane Grigório, professora EEEF Progresso - Perobal/Vilhena

Ao som de: Pro Dia Nascer Feliz (interpretação de Ney Matogrosso... feeeeeeeeeeeeeeeera!)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Apresentações do Mídias na Educação de Vilhena, Rondônia

Olá people! Estamos na área e se derrubar é penalti...

No dia 19 de setembro vários artigos com relatos de experiências envolvendo pesquisa pedagógica com a integração das mídias estarão sendo apresentados em Vilhena, Rondônia. Tem cada coisa bacana: valorização do rádio e dos softwares de edição gratuitos, impresso e literatura infantil, internet e muita criatividade com elaborações de histórias em quadrinhos. Enfim, vale a pena conferir.
Só para se ter um gostinho, segue a relação de alguns dos artigos que serão apresentados nas bancas matutinas:

- Projeto rádio escolar: primeiros passos da inserção radiofônica na Escola

- Rádio e Literatura Infanto-Juvenil: Versões de ‘Chapeuzinho Vermelho’ incentivando a autonomia de alunos leitores

- Rádio Escola para Divulgação de Combate à Indisciplina na E.M.E.F. Ângelo Mariano Donadon

- Rádio Escola como Proposta de Combate ao Bullyng na E.E.E.F.M. Marechal Rondon

- Autoração midiática discente: Produção de vídeo para Campanha de Conscientização sobre os males das Drogas Lícitas na Escola Marechal Rondon

- O Diário Virtual no Ambiente Escolar: O caso da E.M.E.F. Ângelo Mariano Donadon

- O Despertar para Leitura e Escrita com o Uso da Mídia Impressa e das Histórias em Quadrinhos na E.E.E.F.M. Zilda da Frota Uchôa

- A Sonoridade Musical e o Impresso como Aliados de Alunos com Dificuldades em Leitura e Escrita na escola Shirlei Ceruti, Vilhena/RO

Provavelmente, as apresentações serão na sede da Secretaria Estadual de Ensino em Vilhena. Bom, qualquer dúvida, mande um retorno por aqui, que confirmamos a localização! 

Bom trabalho a tod@s!

AO SOM DE: Here Comes the Sun (The Beatles)

sábado, 28 de julho de 2012

Um general na biblioteca (Italo Calvino)


Na Panduria, nação ilustre, uma suspeita insinuou-se um dia nas mentes dos oficiais superiores: a de que os livros contivessem opiniões contrárias ao prestígio militar. De fato, a partir de processos e investigações, percebeu-se que esse hábito, agora tão difundido, de considerar os generais como gente que também pode se enganar e organizar desastres, e as guerras como algo às vezes diferente das radiosas cavalgadas para destinos gloriosos, era partilhado por grande quantidade de livros, modernos e antigos, pandurianos e estrangeiros.

O Estado-maior da Panduria se reuniu para fazer um balanço da situação. Mas não se sabia por onde começar, porque em matéria bibliográfica ninguém era muito versado. Foi nomeada uma comissão de inquérito, comandada pelo general Fedina, oficial severo e escrupuloso. A comissão iria examinar todos os livros da maior biblioteca da Panduria.

Ficava essa biblioteca num antigo palácio cheio de escadas e colunas, descascado e desabando aqui e ali. Suas salas frias estavam repletas de livros, abarrotadas, em locais impraticáveis; só os ratos podiam explorar todos os cantinhos. O orçamento do Estado panduriano, onerado por ingentes gastos militares, não podia fornecer nenhuma ajuda.


Os militares tomaram posse da biblioteca numa chuvosa manhã de novembro. O general desceu do cavalo, baixo e gorducho, empertigado, com a larga nuca raspada, o cenho franzido em cima do pincenê; de um automóvel desceram quatro tenentes, uns varapaus, de queixo levantado e pálpebras abaixadas, cada um com sua pasta na mão. Depois chegou um batalhão de soldados que acampou no antigo prédio, com mulas, bolas de feno, barracas, cozinhas, rádio de campanha e faixas coloridas de sinalização.


Puseram sentinelas nas portas, e um cartaz proibindo a entrada, "por causa das grandes manobras, até que as mesmas se concluam". Era um expediente, para que a investigação pudesse ser feita em absoluto sigilo. Os estudiosos que costumavam ir à biblioteca toda manhã, encapotados, com cachecóis e bonés para não congelarem, tiveram de voltar para casa. Perplexos, perguntavam-se: - Mas como, grandes manobras na biblioteca? Será que não vão desarrumar tudo? E a cavalaria? E será que também darão tiros?


Do pessoal da biblioteca ficou apenas um velhinho, o senhor Crispiano, recrutado para explicar aos oficiais o lugar dos livros. Era um sujeito baixotinho, com a cabeça careca parecendo um ovo, e olhos como cabeças de alfinete atrás de óculos de hastes.


O general Fedina se preocupou acima de tudo com a organização logística, pois as ordens eram para que a comissão não saísse da biblioteca antes de ter concluído a investigação; era um trabalho que exigia concentração, e não deviam se distrair. Assim, providenciaram o fornecimento de víveres, umas estufas de quartel, uma provisão de lenha à qual foram se juntar algumas coleções de revistas velhas, reputadas pouco interessantes. Nunca fez tanto calor na biblioteca, naquele inverno. Em lugares seguros, cercadas de ratoeiras, foram postas as camas de campanha onde o general e seus oficiais dormiriam.


Depois procedeu-se à divisão de tarefas. A cada tenente foram designados determinados ramos do saber, determinados séculos de história. O general controlaria a classificação dos volumes e aplicaria carimbos diversos, dependendo se o livro fosse declarado adequado para ser lido por oficiais e suboficiais da tropa, ou fosse denunciado ao Tribunal Militar.


E a comissão começou seu trabalho. Toda noite o rádio de campanha transmitia o relatório do general Fedina ao comando supremo. "Examinados um total de tantos volumes. Retidos como suspeitos tantos. Declarados adequados para oficiais e tropa tantos." De vez em quando, aqueles números frios eram acompanhados de alguma comunicação extraordinária: a solicitação de óculos para ler de perto, pois um tenente quebrara os seus, a notícia de que uma mula tinha comido um códice raro de Cícero que não estava em lugar seguro.


Mas fatos de alcance bem maior iam amadurecendo, dos quais o rádio de campanha não transmitia notícias. A floresta dos livros, em vez de ser desbastada, parecia ficar cada vez mais emaranhada e insidiosa. Os oficiais teriam se perdido se não fosse a ajuda do senhor Crispino. Por exemplo, o tenente Abrogati se levantava dando um pulo e jogava em cima da mesa o volume que estava lendo: - Mas é inacreditável! Um livro sobre as guerras púnicas que fala bem dos cartagineses e critica os romanos! Precisamos denunciá-lo imediatamente! - (Diga-se de passagem que os pandurianos, com ou sem razão, consideravam-se descendentes dos romanos.) com seu passo silencioso dentro das pantufas felpudas, o velho bibliotecário vinha se aproximando dele. - E isso não é nada - dizia - leia aqui, ainda sobre os romanos, o que está escrito, também se poderá pôr isso no relatório, e isso, e mais isso - e lhe submetia uma pulha de volumes. O tenente começava a folhear os livros, nervoso, depois ia lendo mais interessado, tomava notas. E coçava a testa, resmungando: - Santo Deus! Mas quanta coisa a gente aprende! Quem diria! - O senhor Crispino andava até o tenente Lucchetti, que fechava um tomo com raiva e dizia: - Essa não! Aqui eles têm a coragem de expressar dúvidas sobre a pureza dos ideais das Cruzadas! Sim, senhor, das Cruzadas! - E o senhor Crispino, sorridente: - Ah, deve se fazer um relatório sobre esse tema, e posso lhe sugerir outros livros, nos quais é possível encontrar mais detalhes - e jogava meia prateleira em cima dele. O tenente Lucchetti se metia a lê-los, de cabeça baixa, e por uma semana o ouviam virar as páginas dos livros e murmurar: - Mas essas Cruzadas, quem diria!


No comunicado vespertino da comissão, o número dos livros examinados era cada vez maior, mas já não se relatava nenhum dado sobre veredictos positivos ou negativos. Os carimbos do general Fedina iam ficando ociosos. Se ele, tentando controlar o trabalho dos tenentes, perguntava a um deles: - Mas como é que você deixou passar este romance? Aqui a tropa se sai melhor do que os oficiais! É um autor que não respeita a ordem hierárquica! - , o tenente lhe respondia citando outros autores, e embrenhando-se em raciocínios históricos, filosóficos e econômicos. Daí nasciam discussões genéricas, que prosseguiam horas a fio. O senhor Crispino, silencioso dentro de suas pantufas, quase invisível dentro de seu jaleco cinza, sempre intervinha na hora certa, com um livro que a seu ver continha detalhes interessantes sobre o tema em questão, e cujo efeito era sempre de pôr à prova as convicções do general Fedina.


Enquanto isso, os soldados tinham pouco o que fazer e se entediavam. Um deles, Barabasso, o mais instruído, pediu aos oficiais u, livro para ler. Na hora quiseram dar-lhe um daqueles poucos que já tinham sido declarados adequados para a tropa: mas, pensando nos milhares de volumes que ainda restava examinar, o general não gostou que as horas de leitura do soldado Barabasso fossem horas perdidas para o serviço; e deu-lhe um livro ainda a ser examinado, um romance que parecia fácil, recomendado pelo senhor Crispino. Lido o livro, Barabasso devia fazer o relato ao general. Outros soldados também pediram para fazer o mesmo, e conseguiram. O soldado Tommasone lia em voz alta para um companheiro seu, analfabeto, e este dava a sua opinião. Das discussões gerais começaram a participar também os soldados.


Sobre o prosseguimento dos trabalhos da comissão não se conhecem muitos detalhes: o que aconteceu na biblioteca nas longas semanas invernais não foi relatado. Mas o fato é que os boletins radiofônicos do general Fedina passaram a chegar cada vez mais raramente ao Estado-maior da Panduria, até que pararam de vez. O comando supremo começou a se alarmar; transmitiu a ordem de concluírem a investigação o quanto antes e de apresentarem um exaustivo relatório.


A ordem chegou à biblioteca quando o espírito de Fedina e de seus homens se debatia entre sentimentos opostos: por um lado, estavam descobrindo a todo instante novas curiosidades a serem satisfeitas, estavam tomando gosto por aquelas leituras e aqueles estudos como nunca antes teriam imaginado; por outro, não viam a hora de voltar para junto das pessoas, de retomar contato com a vida, que agora lhes parecia muito mais complexa, quase renovada aos olhos deles; e, além disso, a aproximação do dia em que deveriam deixar a biblioteca enchia-os de apreensão, pois teriam de prestar contas de sua missão, e, com todas as idéias que andavam brotando em suas cabeças, não sabiam mais como sair dessa enrascada.


De noite olhavam pelas vidraças os primeiros brotos nos galhos iluminados pelo crepúsculo, e as luzes da cidade acenderem-se, enquanto um deles lia em voz alta os versos de um poeta. Fedina não estava com eles: dera ordens para ser deixado sozinho em sua sala, pois devia redigir o relatório final. Mas de vez em quando se ouvia a campainha tocar e sua voz chamar: "Crispino! Crispino!". Não podia ir adiante sem a ajuda do velho bibliotecário, e acabaram se sentando à mesa e redigiram juntos o relatório.


Finalmente, numa bela manhã a comissão saiu da biblioteca e foi entregar o relatório ao comando supremo; e, diante do Estado-maior reunido, Fedina expôs os resultados da investigação. Seu discurso era uma espécie de compêndio da história da humanidade, das origens aos nossos dias, no qual todas as idéias mais indiscutíveis para os bem-pensantes da Panduria eram criticadas, as classes dirigentes denunciadas como responsáveis pelas desventuras da pátria, o povo exaltado como vítima heróica de guerras e políticas equivocadas. Era uma exposição um pouco confusa, com afirmações muitas vezes simplistas e contraditórias, como costuma acontecer com quem abraçou há pouco novas idéias. Mas sobre o significado geral não podia haver dúvidas. A assembléia dos generais da Panduria empalideceu, arregalou os olhos, reencontrou a voz, gritou. O general nem pode terminar. Falou-se de degradação, de processo. Depois, temendo-se escândalos mais graves, o general e os quatro tenentes foram mandados para a reserva por motivos de saúde, por causa de "um grave esgotamento nervoso contraído no serviço". Vestidos à paisana, encapotados dentro de sobretudos acolchoados para não congelarem, freqüentemente eram vistos entrando na velha biblioteca, onde esperava por eles o senhor Crispino com seus livros.


REFERÊNCIA
CALVINO, Italo. Um general na biblioteca. In: CALVINO, Italo. Um general na biblioteca. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 74-79

domingo, 17 de junho de 2012

Abusem da Rede de Comunicadores!!!

Olá galera, 'tô sumidaça, mas 'tamo junto!!!!

Seguinte, as professoras das escolas que tem rádio de pátio tem me perguntado sobre produtos prontos para veiculação diária. Bom, eu indiquei os spots de rádio de Rede de Comunicadores do Rádio. Lá tem como baixar materiais referentes às campanhas do Governo Federal e entrevistas curtas, como por exemplo, sobre a Olimpíada da Matemática, Mais Educação, Bolsas de Estudos, etc.

A Rede de Comunicadores do Rádio é vinculada ao Ministério da Educação e existe para ajudar pais, alunos, professores e gestores (comunidade em geral) interessados em conteúdo radiofônico educativo para simplesmente ouvir para ficar por dentro, ou para utilizar nas rádio de pátio de suas escolas. É só entrar no site e baixar os conteúdos sobre educação!

Então, clica lá...são várias produções gratuitas de rádio: CLIQUE AQUI

Ao som de O Raggae (Legião Urbana)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como usar algumas TICs na escola

A cartilha de Tecnologias na Escola, do Instituto Claro e Fronteiras do Pensamento, é um excelente recurso nas mãos dos professores interessados na aplicação de TICs no ambiente de ensino-aprendizagem

Com a ênfase em "como explorar o potencial das tecnologias de informação e comunicação na aprendizagem", a cartilha de Tecnologias na Escola pode ajudar e muito à compreensão de "mídias locativas" aplicadas em várias disciplinas em sua escola, além de conhecer o modo como podem ser utililzadas.

No conteúdo da cartilha, o Instituto Claro, com a parceria do "Fronteiras do pensamento", fez questão de exemplificar algumas ações e conceituar diversos ícones das tecnologias atuais, como por exemplo os buscadores da web. Sensacional!

A espécie de guia tem em sua apresentação vários questionamentos: "Podemos melhorar a Educação ou necessitamos transformá-la? Estamos alcançando a inclusão da escola brasileira na cultura digital? Ela se transforma como legítima instituição da nova Sociedade do Conhecimento?"

E quem acredita nisso, coloca a mão na massa e manda ver para a resposta: SIIIMMMM!


Para obter a cartilha, acesse este link: https://www.institutoclaro.org.br/banco_arquivos/Cartilha.pdf

Todo o material tem o seguinte crédito:


FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

Planejamento Cultural

Telos Empreendimentos Culturais

Produção Executiva

Pedro Longhi

Coordenação

Michele Mastalir

Consultor Acadêmico

Donaldo Schüler

Equipe

Francisco de Azeredo
Juliana Szabluk
Sonia Montaño
Suzana Guimarães

Assessoria de Imprensa

Nave Design e Assessoria de Comunicação

Comunicação

Backstage

Agradecimento

Ana Fagundes – SMC
Carlos Alexandre Netto – UFRGS
Cleci Jurach – SMED
Sandra de Deus – UFRGS
Sérgius Gonzaga – SMC


Um excelente estudo!
Ao som de Princesa (Ludov)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Confissões de uma criancida* no Intercom Norte

A tarde salvou minhas percepções sobre o Intercom Norte 2012. Foi doce para a criançona aqui. Gostei demais do que conversamos, debatemos, trocamos de experiências. Blz, 10!

Hoje, no Intercom Norte 2012, na Universidade Federal de Tocantins - UFT, as discussões no DT/IJ "Interfaces" foram muito proveitosas. Lembrei de estudos do mestrado e que me fizeram repensar tantas possibilidades que estamos deixando de mostrar, publicar, divulgar, mesmo na simplicidade!!!

Os acadêmicos da iniciação científica são muito espertos e interessados, porém, em pequeno número. Cada trabalho mais interessante que o outro. Fico imaginando o dia de uma maior interação entre os estudantes das universidades do Norte, pois percebo que a região tem certas peculiaridades fascinantes de pesquisa. Envolvê-los desde cedo pode contribuir para uma outra formação no Jornalismo: empenho na pesquisa na Amazônia. Sobre a Amazônia. Da Amazônia. E para tod@s.

Foi isso: Mídia locativa, Jornalismo Comparado, Análise do Discurso, natureza, esporte, TICs, Educomunicação... Muito bom mesmo! Ficamos muito felizes com a contribuição da profa. Maria Ataíde Malcher (UFPA), sempre atenta e crítica. Isso é muito valoroso.

E vamos em frente, Nortão! Rumo à consolidação de nossos trabalhos. O caminho não é nada fácil, mas é preciso buscar forças para continuar as pesquisas, as extensões, as experimentações. A região precisa e merece essa atenção, além de ter um riquíssimo conteúdo a ser explorado para o bem!

* criança crescida hehehe

Ao som da musiquinha tema da novela das 20h ou das 21h ????  ôiôiô...ôiôiô... hehehe

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Infância é tema de Seminário em Vilhena

“Revisitando a Infância: Cultura, Cotidiano e Sociabilidade”. Esse é o tema principal do I Seminário sobre a Infância, que acontecerá de 15 a 18 de maio durante a programação do III Seminário Interno do Grupo de Estudos Pedagógicos (GEP) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) campus Vilhena. Os eventos são organizados pelo próprio GEP, Departamento de Ciências da Educação (DACIE), Conselho Municipal de Educação (CME) e Secretaria Municipal de Educação de Vilhena (SEMED).   

O objetivo do evento é “fomentar o debate sobre a infância a partir da análise e da reflexão acerca dos processos constituintes dos referenciais científicos a despeito dos olhares sobre a criança, a infância e o universo infantil; além de apresentar os projetos vinculados ao Grupo de Estudos Pedagógicos”, explica a professora Renata Aparecida Carbone Mizusaki, membro da comissão organizadora e responsável pelo GEP.

Na programação estão previstas palestras, mesas-redondas, oficinas, apresentação de projetos de integrantes do GEP, exibição de filme para debate e conferência. Entre as temáticas programadas para discussão estão “Criança e mídia”, “Experiências dos saberes sobre a infância”, “Políticas de educação para a infância”, “Crianças e adolescentes: sujeitos de direitos e deveres” e “Infância em cartaz: leituras dos espaços cotidianos pela ótica da criança”.

As inscrições vão até 11 de maio e deverão ser efetuadas no próprio DACIE na UNIR. As vagas são limitadas ao público-alvo: pesquisadores, acadêmicos da Unir de demais instituições de ensino superior, professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A participação no evento é gratuita e haverá certificado de 40 horas para os participantes em período integral.

Mais informações enviar e-mail para deped@unir.br ou pelos telefones 3321-3072 ou 3321-3957.

Fonte: Grupo de Estudos Pedagógicos (GEP/UNIR/Vilhena)

terça-feira, 8 de maio de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Prontos para os três "ERRES" ?!?!!

Então, galera. Não é fácil, mas também não é impossível. Uma coisa é certa: não cai o dedo e não deixa cego! Vamos conhecer os “R” do consumo sustentável: REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR.

Você já parou para pensar se tudo que consome, de fato, é bem aproveitado? Já pensou no quanto come, no quanto gasta de água ao tomar banho ou escovar os dentes, no quanto consome de energia elétrica de maneira (in)consciente ... hmmmm ... já percebeu que existe uma série de produtos que compramos e estão cheios de “frufru, frescuras, amontoados” de embalagens, papel, plástico, etc. etc. etc. ...

Éééééeé ... lembrou daquela caixa de chocolate “granfina” que comprou e colocaram naquele plástico elegante e volumoso (e com a marca da loja, para todo mundo ver...afff) ... fala sério! Consumismo é flórida!!!

Então...isso aí significa que a REDUÇÃO nesse quesito foi ZERO! Mas isso não significa que temos que entregar o chocolate em um rolo de papel higiênico. Mas vamos pensar só um pouquinho em todas as embalagens que só servem para encarecer o produto e depois serem jogadas fora (tem gente que guarda, menos mal!!!!)...Mas e daí ?!?! Agora imagine nas pessoas que não guardam...que jogam fora...um milhão destas embalagens...um trilhão...na páscoa, no dia dos namorados...affffffff...temos que pensar no que consumimos. Em TUDO!

Bom, vamos para o segundo “R”, de REUTILIZAR. Então, você guardou o papel da embalagem dos doces da páscoa e resolveu encapar um caderninho de receitas. LEGAL! Essa é uma forma de REUTILIZAR siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim. Minha mãe fazia isso com os meus cadernos escolares e também das minhas irmãs hehehe. E os famosos copos de extrato de tomate (essa é velha, hein!)...e os potes de margarina, que depois de vazios acabavam virando potes para congelar alimentos?!? Ééééé...isso é reutilizar! Eu tenho certeza que você reutiliza alguma coisinha...pensa só: NOSSOS MARIDOS...kkkkk...são homens, amigos, psicólogos, banco$ ...hehehe, alguns eletricistas, encanadores (alguns não) hehehehe,...REUTILIZÁVEIS - ou não -...brincadeirinha...mas é só para entender as mil-e-uma-utilidades...

E por fim, a famosa RECICLAGEM! Famosa, PORÉM não muito compreendida por muitos!!! Se não conseguimos reutilizar algo, então, reciclamos...mas isso é dependente do material, obviamente! Masssss não é tão simples assim, do contrário todos estariam contribuindo. É que para reciclar há uma série de ações que podem e devem começar em nossas casas. Desde o consumo consciente, com a utilização de papel adequado, embalagens recicláveis, lixo selecionado até chegar às pessoas que trabalham para reciclar, organizar estes materiais. Enfim, pode haver uma nova vida aos elementos/produtos que jogamos no lixo. Pode haver uma transformação, sim, é possível!!! E isso demanda tempo, sensibilidade ambiental, consciência e investimento social. Isso mesmo. Sociedade, poder público, ambientalistas, ecologistas, professores, organizações etc. etc. etc. ... quanto mais pessoas conscientes e engajadas, mesmo que seja pelo mínimo, mais mudança e melhoras.

E AÍ, QUER COMEÇAR? ENTÃO COMECE POR NÃO IMPRIMIR ESTE POST E NO SEU DIA A DIA PRESTE ATENÇÃO EM CADA ATITUDE: 

- Imprima somente o papel que, de fato, vai precisar e SE vai precisar mesmo;
- Tenha sempre uma garrafinha de água vazia ou copo plástico na bolsa para beber água por aí;
- Tire um dia para andar a pé, bike ou busão no lugar do carro;
- Já parou para pensar no abre-e-fecha de sua geladeira???! E no nível de gelo que ela produz?! Então, regule seu pólo norte em casa. O mesmo vale pro ar condicionado;
- Juntou aquele montão de roupa limpa e não passada??? Passa tudo numa tacada só. Tá com preguiça?! Separe as mais fáceis e manda brasa! Mas cuidado com o liga-desliga todos os dias. Dói no seu bolso e pesa na tensão elétrica de sua casa inteira;
- Hmmm...e o mais gostoso, porém com consequências muito chatas: ABUSO COM A COMIDA! Nós comemos para viver e não 'VIVEMOS PARA COMER'! Sim, sim, comer é bom, mas ninguém para pra pensar que o consumo de alimentos é uma preocupação ambiental mundial. Já ouviram falar da Teoria de Malthus? Não é para ser radical, mas comer menos é consumir alimento conscientemente e ajuda a manter  o corpo em forma! Pense nisso hehehe...


É isso!
Abraços a tod@s...ao som de: No need to argue (The Cranberries)

sábado, 14 de abril de 2012

.:: just cats...our beauty cats ::.



(Fotos: Evelyn Morales)

Hmmm...sustentabilidade?!?!!

Em 1995, um episódio da série televisiva Simpsons mostrava o diálogo da família mundialmente famosa ao comprar uma televisão. Quando a filha pergunta à mãe se não podem levar o aparelho certificado, ela responde: “Filha, você sabe que não podemos pagar produtos com filosofia”.

A ironia da cena não se atém apenas a uma crítica aos preços dos produtos social e ecologicamente corretos – invariavelmente um pouco mais caros -, mas também ao desconhecimento do americano médio sobre os impactos de seu consumo sobre o planeta. Ao chamar de filosofia esse tipo de responsabilidade, insinua de forma simplista que conceitos como sustentabilidade estão fora do cotidiano das pessoas.

Em 2010, já no Brasil, pesquisa “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial”, realizada e apresentada pelos institutos Akatu e Ethos, mostrou que o desconhecimento ainda é grande no país.

Segundo o levantamento, a maioria da população brasileira (84%) não ouviu falar, não entende ou define errado o conceito de Sustentabilidade. Apenas 16% dos entrevistados mostraram algum conhecimento ou a própria definição do tema.

A pesquisa ouviu 800 mulheres e homens, com idade igual ou superior a 16 anos, de todas as classes sociais e regiões geográficas do país, nas seguintes localidades: regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém), capitais (Goiânia e Manaus) e Distrito Federal.

A pesquisa segue o conceito de sustentabilidade criado em 1987 por representantes dos governos membros da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), que definem ação sustentável como aquela que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu, a dificuldade (da população) de definir o termo se deve ao fato de a Sustentabilidade ser um objetivo, um resultado, condicionado por diversas práticas conjugadas. “Por isso é compreensível que parte dos consumidores, mesmo aqueles considerados conscientes, ainda não tenha se apropriado do termo”.

Paradoxos
Embora não entendam os conceitos, no dia a dia, os consumidores relatam já cuidar da sustentabilidade em ações simples. Por exemplo, cerca de 70% fecham a torneira enquanto escovam os dentes, ou mesmo apagam a luz de ambientes desocupados. Em outra ponta, 24% responderam que separa o lixo para reciclagem e 33% são atentos aos rótulos dos produtos.

A mesma pesquisa apontou que, entre 2006 e 2010, manteve-se em 5% o percentual da população brasileira que adere a valores e comportamentos mais sustentáveis de consumo. A quem o Instituto Akatu chama de consumidores conscientes. Considerando-se o aumento populacional nesse período, houve um crescimento de cerca de 500 mil consumidores conscientes.

No entanto, houve um aumento em 12 pontos percentuais (de 25% para 37% do total) no segmento de consumidores mais distantes destes valores e comportamentos. É o grupo dos consumidores chamado de “Indiferente”.

A maior queda foi registrada em comportamentos ligados à economia e ao planejamento. Práticas como evitar deixar lâmpada acesa em ambientes desocupados, que eram realizadas por 77% da população brasileira em 2006, hoje são por 69%. O planejamento de compras de alimentos é praticado por 48% da população, há quatro anos, esse comportamento era adotado por 55%.

Segundo, o consultor do Instituto Akatu, Aron Belinky, isso pode ser explicado, pois houve um crescimento no número da população com poder aquisitivo no Brasil nos últimos anos e esse fator “interfere diretamente na avaliação dos comportamentos de consumo”.

A pesquisa aponta que “para ganhar corações e mentes dos consumidores, a sustentabilidade precisa ser apresentada não como conceitos sofisticados, mas traduzidos em práticas e propostas concretas. Tem que ser vista como o caminho mais curto, barato e desejável rumo à felicidade”.

Otimismo
Outro estudo, este realizado pelo Grupo HSBC, divulgado em dezembro de 2010, mostrou que 56% dos brasileiros estão otimistas em relação às mudanças climáticas e acreditam que isso pode gerar oportunidades de emprego e prosperidade para o país. Com o nome de Climate Confidence Monitor, a pesquisa anual aborda quatro eixos relacionados às Mudanças Climáticas: as preocupações das pessoas com o tema, sua confiança e comportamento, além da redução das emissões de CO2.

“Os resultados desta pesquisa demonstram a preocupação da sociedade com o tema e revela que mesmo de forma individual, muitas pessoas já estão se mobilizando para conter as mudanças climáticas”, explicou, na época, a superintendente-executiva de sustentabilidade do HSBC, Claudia Malschitzky.

A pesquisa indica que 82% dos entrevistados globalmente já fazem coleta seletiva dos resíduos produzidos em casa, 70% adotam alternativas domésticas que reduzam o consumo de energia e 65% dirigem seus automóveis cuidadosamente a fim de usar menos combustível.

Ainda relacionado ao comportamento individual, foi analisada a questão dos "produtos verdes". E o brasileiro é o povo mais propenso a adquiri-los, sendo que 36% os comprariam se sentissem que o produto faria uma diferença positiva.

O levantamento foi feito com 15 mil pessoas de 15 países - Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Hong Kong, Índia, Inglaterra, Japão, Malásia, México, Singapura e Vietnã. Entre os principais resultados globais, as mudanças climáticas aparecem como terceiro item de maior preocupação da sociedade mundial, após a instabilidade econômica e a violência.

Ainda sobre os Simpsons
Segundo pesquisa do Instituto Akatu, entre dois produtos com preço e qualidade semelhantes, 71% dos consumidores brasileiros decidem levar para casa aquele que possuir alguma causa social. A média mundial seria de 43%.

“O consumidor não confia de forma simples em uma instituição, mas utiliza-se de um julgamento minucioso de atributos que, ao serem combinados, resultam na escolha da marca com a qual se relacionará. Essa interação é marcada por experiências pessoais e atribuição de sentimentos, incorporando um conjunto de valores e atributos que leva o consumidor a diferenciar uma marca da outra”, acredita o diretor executivo do Instituto Camargo Corrêa, Francisco Azevedo.

Fonte: Gife
Por Rodrigo Zavala, editor de Conteúdo do GIFE, com informações do Insituto Akatu
Fonte: http://www.rets.org.br/



Ao som de Você pode ir na janela (GRAM)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Podcast, audiocast, som na internet, etc

Super dica de quem entende do assunto!
Quer enveredar no mundo da transmissão via web...então dá uma clicada neste link: http://jovem.ig.com.br/cultura/internet/passo-a-passo-como-fazer-um-podcast/n1597733750086.html


Abraços
Evelyn

domingo, 8 de abril de 2012

Sofismos: o sentimento mais gostoso e confortante!

Sabe o medo?!
Então, o medo!
Ele faz parte dos nossos sentimentos quando não temos segurança,
Quando não acreditamos em algo,
Ao não querermos encarar a verdade,
Então...há algo errado.

Sabe o amor?!
Então, o amor!!!
Ela pode ou não fazer parte dos nossos sentimentos; e quando o temos, temos segurança,
Segurança por acreditar em algo,
Ao sempre estar sentindo a verdade em você,
E tudo estar certo, certinho...

Sabe o que é bom sentir?!
Tudo.
Para saber as sensações e dar valor a tudo!
Tudo.
Para termos segurança e sabermos o que é ser sem ter,
Ver a injustiça e suplicar pelo contrário,
Acreditar, mesmo sabendo na descrença dos demais,
Ver o que pensar ser certo, e não estar no que sentir ser errado!

Ah...e amar!
Sempre.

Meus.


Ao som de Querido Diário (Chico Buarque)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Tecnologia Social e o desenvolvimento regional sustentável

Tecnologia Social é o conjunto de atividades relacionadas a estudos, planejamento, ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento de produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, que representem soluções para o desenvolvimento social e melhoria das condições de vida da população.

A Tecnologia Social normalmente une saberes populares e conhecimentos técnico-científicos. Entre os exemplos estão o soro caseiro e as cisternas do nordeste. Por ter abrangência e impacto social em grande escala, as tecnologias sociais são mais facilmente identificadas nas áreas de saneamento, alimentação, educação, energia, habitação, renda, saúde e meio-ambiente.


No Brasil, instituições trabalham para o desenvolvimento do conceito e a disseminação das ações de tecnologia social. Entre elas está a Rede de Tecnologia Social (RTS), criada em 2005, após debates e encontros de representantes de várias organizações da sociedade civil, governo, empresas, universidades e institutos de pesquisa e que hoje articula 752 instituições. Até então, as soluções dos principais problemas do País e as consequentes experiências de sucesso ainda ficavam restritas a algumas localidades. 


Com a RTS, a adoção de Tecnologias Sociais começou a ser tratada como política pública e o desenvolvimento e apropriação desses conhecimentos pelas comunidades passaram a ser prioritários.

Através do site da RTS, as instituições participantes podem trocar experiências, difundir conhecimentos e fortalecer a dinâmica de rede. Os encontros virtuais ou presenciais tratam de temas específicos e são organizados em grupos de trabalho, de acordo com as necessidades e demandas. 

Já o 
Centro Brasileiro de Referência em Tecnologia Social (CBRTS) identifica, sistematiza e dissemina práticas relativas a tecnologias sociais. O trabalho, feito em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, identifica e transmite as práticas de Tecnologia Social com a ajuda ONGs, poder público, universidades e institutos de pesquisa.

Os resultados das atividades do CBRTS são registrados em relatórios, artigos, cartilhas e arquivos eletrônicos. O material é usado para apoiar propostas de políticas públicas que se baseiem em práticas eficazes para o desenvolvimento social sustentado. Para mais informações, acesse a Revista Brasilis.


Texto extraído do Portal de Ciência & Tecnologia do Governo Federal 


Ao som de Hang on sloopy (The McCoys)

domingo, 1 de abril de 2012

Educação é bom e todos gostamos, será!???

Nessas andanças pelo Mídias na Educação, pelo interior do estado de Rondônia, sempre estamos atentos ao que está próximo de nós! Dessa vez foi no município de Pimenta Bueno, mais precisamente no banheiro da biblioteca da Escola Raimundo Euclides Barbosa. As professoras responsáveis pelo ambiente são super atenciosas, educadas e muito, masss muito criativas. Lá é tudo muito organizado e cheio de decorações temáticas. Nesta foto vi um dos avisos no WC, bem acima do vaso sanitário, e que julgo importantíssimo para o processo de EDUCAÇÃO de nosso povo, que muitas vezes não gosta/age de/com educação, não, viu!!!!!

Éééééé, mas as meninas do Euclides sabem muito bem como descarregar...OooPps...como disseminar a boa informação. Como diria Sílvio Santos: "(!)Beeeem bolado, bem boooladooo!" hehehe
Parabéns pelo bom humor e instrução da escola! Abraços a tod@s...

(Foto e serviço rsrsrs: Evelyn Morales)


 Ao som de Illegal (Shakira)